24.04.2006
POEMA DE SEGUNDA-FEIRA AZULINHA.
Quis fazer um poeminha ajambrado
Penteado, arrumadinho, perfumado
Com rima rica, quarto e sala conjugado
E passarinho amarelo em gaiola de treliça.
Com laço de fita no cabelo engomado
Vestido domingueiro bem passado de ir à missa
Um soneto quem sabe até com métrica
Que nem moça bonita esperando por visita.
Quis fazer um poema na estica, bem novinho,
daqueles muito leves soprado por criança,
com canudo, copo e sabão de bolha
Mas a esta altura não me resta escolha
Sou poeta sofrivel sem esperança
Desisto de tudo e mando só um beijinho.
22.04.2006
DESERT STORM.
18.04.2006
INSUFICIÊNCIAS.
"Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar. Viajaram para o Sul.
Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.
Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.
E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai:
- Me ajuda a olhar!"
(Eduardo Galeano, O Livro dos Abraços)
Porque há coisas que para serem vividas pedem mais que a gente mesmo, mais que nossa vida inteira, mais do que podemos sentir.
11.04.2006
OS MUITOS TEMPOS.
No
Não Discuto.
Para Júlia, que me pediu respiração boca a boca.
06.04.2006
Cada um carrega a cruz que merece
E depois de uma noite chuvosa e mal dormida, a pessoa chega na repartição e encontra o dêmo cantando:
Quando eu morrer
quero na minha sepultura
um barril de cana
de caninha sem mistura
Um encanamento
que me chegue ao céu da boca
em pouco tempo
deixarei a pipa oca
Daí, obviamente, a serumana pergunta de onde saiu essa preciosidade:
- É de minha autoria. Fiz pro Géfe e pro André.
05.04.2006
DA JANELA PRA FORA.