29.03.2006
UMA UVA.
Lançamento do Livro da Monique Revillion ontem na Palavraria. Coisa mais linda. Fila homérica, gente linda, gente famosa, gente interessante, gente querida. Todos com um detalhe importante em comum: tietagem da Monique. Tem livro à venda na
Livraria Cultura e no
Submarino. Comprem, povo. Eu juro que vocês vão me amar mais por essa dica.
Tá, eu sei. Pareço deslumbrada, mas olha isso:
"Encilhado o luto, apaziguados corpo e memória, ela juntou os trapos na maleta de lona apartando-os para sempre do bibelô de anjo e da imagem de São Bento, que restariam na casa como sinais empoeirados de indireta esperança. Tendo procurado Deus em todos os cantos, tendo clamado justiça em todas as línguas, decidira verter sobre outras paragens a ladainha de carpideira sem fé e sem montanha."
Não é de morrer?
ALOU LISBOA!
16.03.2006
De bom tom e na mosca.
A Chefe entra feliz e saltitante com um pequeno embrulho na mão. O estágiário curioso foi ver qual era a loja e saiu fuxicando:
- Ai, doutora, se presenteando bem, hein!
- Não é pra mim.
-
- É pra minha mulher.
- A senhora sai com mulher!?
- A minha marida tá de aniversário amanhã.
-
Por que, meus caros, pra amiga, sogra, cunhada, irmã, prima de terceiro grau, tia-avó, mãe, chefe e o escambau, vocês podem inventar moda. Pra sua mulher; presente é jóia. A sua escolha é entre brincos (que ela ganhou este ano), pingente (que ela ganhou o ano passado), colar, anel, fivela (Patrícia ADORA fivelas, especialmente as grandes e cheias de pedras coloridas estilo quanto maior e mais vistosa, melhor), pulseira e etecétera.
Tá ali no Manual Prático para Bofes Bem.
15.03.2006
Crying Shame
Lá em casa a única criatura feia e destituída de charme que se escuta é a
Solineuzza, que adora cantar no banheiro. Mas entre o Guitarrista Mais Gostoso do Mundo (cuja voz se ouve ao fundo musical do Bateirista Mais Tesudo do Mundo) e a
Solineuzza, há várias opções.
O Jack Johnson até que não é ruim.
Dá pra fazer.
MARISA, IN, OUT AND ALL AROUND.
Nada vai permanecer/ No estado que está/
Eu só penso em ver você/ Eu só quero te encontrar/
Geleiras vão derreter/ Estrelas vão se apagar/
E eu pensando em ter você/ Pelo tempo que durar/
Coisas a se transformar/ Para desaparecer/
E eu pensando em ficar/ A vida a te transcorrer/
E eu pensando em passar/ Pela vida com você
(Pelo Tempo que Durar - Monte/Calcanhoto)
Tava com comichão pra comprar os CDs novos da Marisa Monte mesmo antes do lançamento (sexta-feira passada). Aí li o que
o rapaz da cafeteria falou a respeito e fiquei contando as horas até terminar o dia para correr até a loja de discos. Ouvi os dois ontem à noite e posso dizer que no
Infinito Particular há algumas pérolas, como
Pelo Tempo que Durar (que me valeu espasmos, soluços, lágrimas espirrando, aquela baixaria toda que vocês podem imaginar duma moça sensível e apaixonada), que vão ser a trilha do ano, mas no
Universo ao meu Redor, mosfios, se vocês gostam de samba, samba mesmo, uma coisa Paulinho da Viola, comprem o CD para ver o que Marisa faz de melhor.
É de sartá os butiá dos borso. Daqueles discos que a gente ouve, ouve, ouve, ouve e parece que nunca ouviu o suficiente, que sempre deixa um cheirinho gostoso no ar, o clima mais ameno, as pessoas mais felizes. Comprem. Não percam. Ah, sim, cada um tá na base dos R$ 39,00. Dói, claro. Dói. Mas pronto.
Tarde, já de manhã cedinho/ Quando a névoa toma conta da cidade/
Quem pega no violão/ Sou eu, sou eu/ Pra cantar a novidade/
Quantas lágrimas de orvalho na roseira/ Todo mundo tem um canto de tristeza/
Graças a Deus um passarinho/ Vem me acompanhar/ cantando bem baixinho/
E eu já não me sinto só/ Tão só, tão só/ Com o universo ao meu redor
(Universo ao Meu Redor - Monte/Antunes/Brown)
09.03.2006
JABAH TIPS DA TICCIA.
Nemo Nox (mestre, mestre!) citou
euzinha ao lado de Fabrício Carpinejar em declaração concedida à Revista Paradoxo numa
reportagem sobre blogs que poderiam virar livros. Não tô me agüentando. Lá vai EGOdzilaaaaaaaaa.
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A minha ruiva siamesa (falo isso pra me valorizar, evidentemente, arriscando ela me processar por difamação),
a minha orácula dos deuses e
as minhas Fridas amadas já publicaram as suas manias. Como é que a gente não vais se apaixonar por esses arrasos de mulé?
A minha ídala rosácea prometeu que também vai ao confessionário. Aguardemos.
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Eu adoro as regras do
Alexandre. Mas os comentários... impagáveis.
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Agora que eu estava disposta a formar uma comissão pra racionalizar os horários no país, ou seja, instituir a sesta e a happy hour obrigatória com ticket chope e tudo, a própria Espanha se inclina a abandonar o que é um dos maiores símbolos de civilidade.
Tô com o Francisco e não abro.
06.03.2006
ÍNDIGO.

Subemprego 9: Escrivã da delegacia da mulher
O único requisito era teclar rápido e ser mulher. Ninguém disse nada sobre discrição, mas eu era. A vítima podia narrar o que fosse, eu não me abalava. Ia teclando.
A história sempre começava bem:
- Ele tentou me matar.
Daí, caía no choro. Eu digitava: "choro" e cruzava os braços. Quando a vítima voltava a falar, eu voltava. Vinham os detalhes. A história padrão era homem bêbado que chega em casa nervoso e bate sem motivo. "Mais choro".
Até aí era sempre igual. Eu cruzava os braços, abria uma revista e esperava. Então vinha o motivo. Variavam entre: "ele acha que sou vagabunda", "ele acha que escondo dinheiro dele", "ele acha que vou fugir com as crianças".
A delegada pressionava mais um pouco e então sim, eu vibrava a cada toque.
"Esperei ele dormir na rede, peguei linha e agulha e costurei ele lá dentro. Daí peguei a faca de cozinha e fui embalando o Zé. Conforme a rede vinha eu mexia a faca um pouquinho pra cá ou pra lá."
Quarenta e nove facadas. Deixava o expediente deprimida. Como escritora, jamais seria capaz de imaginar algo assim.
||| Índigo - 73 subempregos. |||